Guia do

paciente

Dar o primeiro passo é o momento mais importante da sua jornada. Sabemos que a primeira consulta pode gerar dúvidas e ansiedade, e este guia foi criado para que você chegue ao nosso encontro com total tranquilidade e clareza. Aqui, você entenderá em detalhes como funciona nossa avaliação e qual a filosofia por trás do nosso tratamento, para que possamos construir, juntos, um caminho sólido para o seu bem-estar.

Primeira consulta

Nossa análise 360º

Entenda os pilares da nossa avaliação inicial.

1

Queixas e sintomas atuais

Nosso ponto de partida será uma escuta atenta e detalhada sobre suas queixas atuais e os sintomas que motivaram sua busca por ajuda. Queremos te ouvir e fazer as perguntas necessárias para esclarecer o que te incomoda.

2

História de vida

Para entendê-lo(a) por completo, conversaremos sobre sua história: desenvolvimento, infância, relacionamentos, trajetória profissional e eventos marcantes. 

3

Saúde geral

Analisaremos seu histórico de saúde, doenças físicas, episódios psiquiátricos anteriores e o histórico familiar de transtornos mentais

4

Hábitos e rotina

Abordaremos seus hábitos de vida, rotina de sono, alimentação e uso de medicamentos (psiquiátricos ou não) para compor um quadro completo da sua saúde.

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consulta

O que levar para a consulta?

Medicamentos

Anote o nome, dose e tempo de uso dos remédios psiquiátricos atual e antigos.

Exames recentes

Laboratoriais ou de imagem, como tomografia ou ressonância de crânio.

Relatórios

Traga relatórios psicológicos e médicos anteriores (psiquiátricos ou de outras doenças).

Acompanhante

Caso se sinta confortável, uma pessoa que possa contribuir com informações pode ser útil para nós

Como funciona o tratamento

1

Diagnóstico preciso como alicerce 

Não acreditamos em soluções rápidas ou superficiais. Nosso primeiro objetivo é usar as informações da primeira consulta para chegar a um diagnóstico médico preciso (baseado em ciência, empatia e exame do estado mental de excelência), que servirá como o alicerce de todo o plano terapêutico.

2

Plano de tratamento individualizado 

Cada paciente é único. Após o diagnóstico, traçaremos um plano de tratamento personalizado que pode envolver medicação, orientação para psicoterapia e mudanças no estilo de vida, sempre em decisão conjunta com você. Buscamos esquemas medicamentosos com dose mínima eficaz e minimizando efeitos colaterais.

3

Acompanhamento contínuo e suporte 

O tratamento é um processo. Ao final da consulta, explicaremos como funcionará nosso acompanhamento e o suporte contínuo da nossa equipe para garantir sua segurança e a eficácia do plano traçado. As reavaliações são a cada 30 a 90 dias, incluindo suporte por WhatsApp entre as consultas.

Nosso método se baseia em uma parceria entre a expertise médica e o seu comprometimento. Utilizamos uma abordagem científica e humana para não apenas tratar sintomas, mas para restaurar sua qualidade de vida de forma integral e duradoura.

Mitos sobre

medicações

Vou ficar dependente (viciado) dos medicamentos?

É um dos maiores mitos. A grande maioria dos medicamentos que utilizamos, como antidepressivos e estabilizadores de humor, não causa dependência química (vício). O que pode ocorrer em alguns casos é uma síndrome de retirada se a medicação for interrompida de forma abrupta. Por isso, o término do tratamento é sempre planejado e gradual, com minha supervisão direta para garantir sua segurança e conforto.

O objetivo do tratamento é exatamente o oposto: restaurar quem você é na sua essência, livre dos sintomas que hoje o(a) limitam. A psiquiatria moderna trabalha com “doses ótimas”, que visam maximizar os benefícios terapêuticos com o mínimo de efeitos colaterais. Alguns efeitos de adaptação podem ocorrer no início, mas a meta é que você se sinta funcional, com clareza mental e emocional, e não “dopado(a)” ou diferente de si mesmo(a).

A maioria dos medicamentos psiquiátricos, especialmente os antidepressivos, leva de 4 a 6 semanas para atingir seu efeito terapêutico pleno. Antes disso, é comum notar alguns efeitos colaterais de adaptação, que tendem a diminuir. É fundamental ter paciência nesta fase inicial e manter a regularidade do uso conforme prescrito, pois o efeito benéfico é gradual e cumulativo.

Pelo contrário. Pense na medicação como um gesso em um osso quebrado. O gesso não “resolve” a fratura por si só, mas ele cria as condições ideais de estabilidade para que o osso se regenere corretamente. Da mesma forma, o medicamento psiquiátrico atua corrigindo desequilíbrios neuroquímicos. Isso alivia os sintomas mais incapacitantes (como desânimo profundo ou ansiedade paralisante) e lhe devolve a clareza e a energia necessárias para que você possa, através da psicoterapia, “resolver” as questões psicológicas e desenvolver novas estratégias de vida. A medicação não mascara o problema, ela viabiliza a solução.

Não necessariamente. A duração do tratamento é uma decisão técnica e individualizada, que depende do diagnóstico, da gravidade e da recorrência dos episódios. O tratamento tem fases bem definidas (aguda, de continuação e de manutenção) e o objetivo é sempre buscar a remissão completa dos sintomas com a menor intervenção necessária. A decisão de manter ou retirar a medicação a longo prazo será sempre compartilhada e alinhada com você.